ASSOCIAÇÃO ACADÉMICA DOS ANTIGOS ESTUDANTES DO CUBAL

 

O CUBAL É POR AQUI !   

 

E pronto!
Terminou mais um Encontro.
Não, não foi um Encontro banal. Foi um Encontro maior, com 20 anos de idade.
Só isso seria suficiente para nos congratularmos. Como sempre a Direcção do mesmo, esmerou-se e ultrapassou-se para que todos tivessemos um fim de semana feliz.
O objectivo nunca conseguido por ninguém, era de que toda a gente gostasse de tudo e se sentisse bem.
Infelizmente a tarefa de agradar a todos é impossível. No entanto no computo geral, foi fantástico ( opinião pessoal, óbviamente). Houve prendas a rodos e só quem está por dentro sabe o trabalho e o dinheiro envolvido. Houve fados inesquecíveis, na voz e nas guitarras da nova geração coimbrã.
A cereja em cima do bolo, chama-se Fernando Dacosta. Homem simples na aparência, que nos fez uma conferência memorável sobre o nosso passado comum e que traçou pistas para o futuro. Tive oportunidade em amena cavaqueira, de lhe dizer que não concordava totalmente com tudo o que disse, mas não posso deixar de dizer que foi absolutamente magistral. No fim, ainda tive que ouvir o meu grande amigo Sampaio dizer-me: toma e embrulha. Pois que assim seja.
Finalmente, apenas quero agradecer penhoradamente, pela parte que me toca, à Organização. Foram inexcedíveis.
Grande abraço
Henrique

Onde é que nós podemos ser verdadeiramente nós? Onde é que  não precisamos de fingir e não ocultarmos o nosso verdadeiro eu? Onde é que encontramos o conforto e a companhia dos verdadeiros amigos? Muita gente procura uma vida inteira por resposta a estas perguntas.

Felizmente nós não. Esse lugar é para nós completamente pré definido. É junto dos nossos amigos, formando todos em conjunto um coração gigante, pulsando em simultaneo e que se chama Cubal.

O próximo Encontro tem um número mágico. Vinte anos de (re)encontros! Alguns de nós já abandonaram o bando e voam serenos para lá das cordilheiras. Estão connosco. Faço duas sugestões, propositadamente aqui, para que todos possam dar a sua opinião. Tentar juntar o máximo de gente possível já na sexta feira (há sempre um sabor a pouco, quando temos que vir embora). O espaço entre a chegada e o jantar apesar das várias tentativas de todos quantos organizaram, permanece relativamente vazio, não convidando ao convívio. Espero que a próxima Organização pense sériamente nisso e que todos demos sugestões para ajudar.

Até ao próximo pulsar.

Um abraço

Henrique

 

Algures em Angola, localizada no interior, terra do sisal e do algodão, da manga e da goiaba, do mamão e da papaia, do Bairro do CFB e da Camunda, do negro e do branco, a 150 Km de Benguela (terra da banana e do peixe, do Portugal de Benguela e do Clube de Caçadores, do Mombaka e do Kalunga, do Porta Aviões e da Praia Morena, do Bar Ferreira e da Castália, do Continente e do Tamariz, da Baia Azul e da Caotinha) e a 200 Km da cidade de Nova Lisboa (terra da chuva e do milho, do Ruacaná e da Nova York, da Sorel e do Picadeiro, da Diana e do Faria, do Norton de Matos e da “Ilha dos Amores”), situa-se o Cubal. (Zé Lemos)

Ser-se Cubalense, por nascimento ou por adopção, é um privilégio que só a alguns, os chamados eleitos, é concedido. Para tal é necessário: que tenha bebido água do rio Cubal; que tenha inalado o cheiro daquela terra poeirenta impregnada do perfume inconfundível do sisal; que tenha apanhado no corpo as chuvadas refrescantes e consoladoras; que tenha sido picado por mosquitos ávidos de sangue; que tenha torrado a tez naquele sol abrasador e, por último, que tenha sentido na cabeça os efeitos de grandes cacimbadas. ( Carlos Falcão )